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18.9.07

Minha primeira vez...

A vida é engraçada. Tem quem discorde, mas é: basta saber rir dela. Uma das coisas engraçadas da vida (ao menos da minha) foi minha “primeira vez”.
Foi engraçado por vários motivos, mas, principalmente, porque o tempo vai passando e a gente cresce e no fundo, bem lá no fundo mesmo, continuamos os mesmos crianções de antes, com a diferença de estarmos barbados e aparentemente mais seguros e confiantes.
Somos, no momento nebuloso entre a infância e a “adultez” (se é que isto existe, como a tão falada “maturidade”) algo demasiado indefinido, quase patéticos. E sei que as coisas ainda me parecem nebulosas, portanto tenho consciência do meu “ser patético”. Mas por mais que isso tudo tenha muita importância em nossas vidas, não é sobre isso que quero falar.
Falo (sem trocadilhos, por favor) sobre a minha primeira vez e na sua inevitável graça. O tempo foi passando, fui conhecendo novas coisas e coisas novas que o mundo nos proporciona, entre elas, “elas”.
A conheci quando já estava na faculdade e, no primeiro olhar, soube que seria ela a me mostrar esse prazer ainda desconhecido para mim, mas que já muito e há muito ouvira falar.
Todos os meus amigos já tinham tido essa experiência (ao menos diziam que tinham), mas eu não.
Estava com 23 anos de idade, e “nada de nada”, entende? Mas tudo mudou com aquele olhar. Ela, com a experiência e poder de uma rainha sabia que eu estava nas mãos dela. Sabia que eu ficava nervoso quando passava por ela, e isso a deliciava, talvez mais do que o prazer por vir.
Encontrava-a todos os dias no intervalo da faculdade, mas tentava mostrar-me mais confiante, seguro e como alguém que já havia vivido de tudo. Até desdenhava-a, fingia que nao a via, mas acabava dando uma olhadinha com o "rabo do olho".
E ela, com a poderosa intuição feminina, via nos meus olhos a aflição, a ansiedade que denunciava: esse garoto é virgem, sem dúvidas.
Os dias passaram e o jogo da sedução continuou, da minha parte, por saber ter chegado a hora, da parte dela, não sei... Talvez por saber que era ela quem estava no controle, era ela a toda poderosa.
Até que um dia, numa noite de maio, quando o frio já começava a reinar, passei por ela num momento em que não havia ninguém por perto. Era o momento perfeito para que se desse a fusão entre esses dois seres, e ela provocou: “Marco, sei que você quer prazer. Vejo como você me olha. Quero você e você me quer. Venha, que estou te esperando”. Eu, nervoso, trêmulo, quase perdi a oportunidade, por medo. Mas a necessidade de me tornar “homem feito” era maior: me virei, senti que chegara a hora, olhei-a com o olhar mais tranqüilo que consegui, e aceitei a provocação.
Nesse momento, o jogo da sedução terminara, e ela vencera do jeito que havia planejado: eu estava na frente dela, despido de meu pudor, pronto para o prazer, sem ligar se estava fazendo a coisa do jeito certo.
Não sabia direito por onde começar... o que fazer, onde colocar as mãos, onde colocar tudo o mais... porque nunca tinha feito, apenas ouvido falar...
Não lembro ao certo o momento exato, mas senti que ela esquentou sob minhas mãos, exalando um cheiro peculiar, acompanhado de um tremor que terminou pouco depois dos gemidos... Eu, apenas sentia o calor no meu corpo e os efeitos um tanto adocicados dessa maravilha até então desconhecida por mim.
Hoje não vivo mais sem esse prazer e não consigo entender porque demorei tanto para ter minha primeira experiência comparável a poucas coisas dessa vida.
E tem quem diga que esse prazer faz mal. Mas, desde quando o prazer de um bom café expresso com leite, levemente adocicado, faz mal?
Deve ser coisa de quem ainda não sentiu tal prazer...
Confesso que a máquina de café expresso ainda continua um mistério para mim, tal qual o telefone, a Internet, a TV por satélite, o rádio e outras coisas às quais as pessoas se acostumaram e não se perguntam: como pode isso ser assim, tão misteriosamente bom?

3 comentários:

Flavia Melissa disse...

HAHAHAHA!!!
um dos meus prazeres preferidos!

Fê Savino disse...

Que bonita a sua sinceridade.. tantos homens por aí, escondem isso ou fazem disso uma coisa do outro mundo.. vc, simplesmente, foi sincero... lindo!

Fê Savino disse...

hauhauahua...nem sempre a gente acerta, mas com jeitinho, tudo vai se encaixando... até o cafézinho!!! hahaha

Bjosss