Pesquise

20.11.07

Humberto Gessinger.

Gosto muito da banda Engenheiros do Hawaii. Talvez porque ouço desde minha infância e seja praticamente uma das trilhas sonoras de minha vida.
Infinita highway, por exemplo, me faz lembrar do dia em que fui à pista de motocross de Itapiranga-SC, minha cidade natal, no motorhome do piloto Chumbinho Becker, para vê-lo treinar. Foi um dia inesquecível. E a música me faz sentir até o cheiro do motor dois tempos da Suzuki é o cheiro do motor dois tempos da Suzuki RM 250cc misturada à poeira levantada pelos pneus, dos óculos que o Chumbinho usava, que tinha imagens em 3-D.

Seriam tantos relatos de músicas-memórias que poderia ser feito um livro. Mas acho que ninguém leria. Serviria mais para numa eventual perda de memória eu poder lembrar de coisas boas da minha vida.

Mas, como ia dizendo, gosto muito de Engenheiros, e, por conseqüência, do Humberto Gessinger. Admiro muito o trabalho deste cidadão, este contra-baixista, compositor e letrista e uma das coisas que gostaria muito é de conhecê-lo pessoalmente, para poder bater um papo e aprender alguma coisa com ele, assim como a gente aprende ao ouvir histórias contadas pelos avós, pais, tios e amigos mais velhos.

Tentativas e relatos
Para tanto, na esperança de poder conhecer Humberto Gessinger, fiz algumas tentativas, todas frustradas, como não poderiam deixar de ser.

Relatos-as aqui:
Fui a um show dos Engenheiros do Hawaii no Mariscão, na praia da cidade de Jaguaruna-SC. neste show fiquei, junto com dois primos e uma prima, bem em frente ao palco. Estava de boné e, no meio da apresentação me deu um negócio e coloquei o meu nome, endereço e numero do telefone residencial em um boné e atirei no palco, certo de que receberia uma ligação ou uma visita. Obviamente, nunca ocorreu. Mas, mesmo assim, mais ou menos um ano depois, quando troquei de endereço e telefone fiquei preocupado, pois “vai que resolva ligar”...
Algum tempo depois, tive outra idéia brilhante: ligar para a companhia telefônica do Rio Grande do Sul e pedir, educadamente, o número do telefone do Humberto Gessinger. A atendente foi solícita, pedindo, “apenas” o endereço dele para que eu pudesse receber em contrapartida o número do telefone. A tentativa findou com um “boa noite” e “muito obrigado”, sem resultado positivo.

O empecilho do endereço foi milagrosamente resolvido no dia que ouvi a música “e-stória”, em que Humberto Gessinger e Carlos Maltz “conversam” na letra da música, e num trecho há o seguinte diálogo:
“- Adriane e Clara mandam beijos pra vocês, (coisas que não cabem nos encartes dos CDs).
- Talvez no final do ano ou talvez no final do mês, dou um pulo em Porto Alegre (Silva Jardim 433)”.
Sim. Tudo estava resolvido. Tinha finalmente conseguido o endereço do cara. Nada feito. Não deu certo.

Solução internética
Desanimado, mas não sem esperança, encontrei, no encarte de um álbum, um endereço de e-mail. Pronto!, pensei. Mandei um e-mail dizendo o quanto gostava do trabalho da banda e o quanto admirava H. Gessinger, e mandei uma poesia para que, se ele quisesse, musicasse e gravasse no próximo album. Eu tinha 16 anos de idade. Um tempo depois, enquanto checo a caixa de entrada do meu e-mail e vejo os remetentes “Kelvim, Mel, Americanas.com, Humberto Gessinger, Livraria Saraiva...” Humberto Gessinger? Sim, ele respondeu. Pensei se tratar de vírus, mas não era. Era um e-mail simples, agradecendo a admiração e mandando um abraço, sem nada falar da minha poesia. Fiquei feliz. Meus amigos me tiraram para mentiroso. Mas mostrei o e-mail e tudo resolvido.

Mas minha saga ainda não havia terminado. Meu objetivo era conhecer Humberto Gessinger, oras!
Então, depois de outro show, desta vez em um ginásio em Criciúma-SC, em que tirei várias fotos, inclusive algumas em que ele olhava para a câmera, e outra no exato momento em que a bandana cai da cabeça dele. Tentei entrar no camarim. Nada feito. Mandei as fotos para ele. Sem resposta.

QUE RAIVA!!
Tempos depois, meu amigo contou que teve a chance de entrar no camarim e bater um papo e algumas fotos com ele, mas recusou a proposta. “Não gostava tanto de Engenheiros na época”. Ô sorte. Ô azar!

Uma luz no fim do túnel e não é um trem na contra-mão
Em 2006, em um momento da minha vida em que não sabia para onde ir, se para o Tibet ou para Miami, fiz uma última tentativa de conhecer Humberto Gessinger.
Me propus, via e-mail, pois era o único meio que havia tido algum retorno, a ser roadie da banda, pois sou um aprendiz de contrabaixista e iria adorar ser carregador de coisas, montador de palco, afinador de instrumento, ou o que quer que fosse, apenas para poder conhecê-lo e também fazer algo diferente na minha vida... viajar um pouco, conhecer lugares e pessoas. Junto com o pedido, mandei uma poesia (ruim, diga-se de passagem) em que relatava que ser roadie era a única “luz no fim do túnel” naquele momento de minha existência nessa Terra. Recebi resposta educada, mas nada feito. Acho que ele já tinha roadies suficientes.
Tive que continuar minha vida como estava, minha faculdade de Direito, meu estágio e assim por diante.

Desistir, jamais!!
Depois de tudo isso, acabei me resignando com a situação: estudar era o caminho, e então, advindo dessa vontade de estudar aliada à não esquecida vontade de conhecer H. Gessinger, tive outra brilhante idéia. Brilhante, não. Genial: depois de formado em Direito cursarei uma faculdade de História e farei meu Trabalho de Conclusão de Curso sobre a relação de determinado álbum dos Engenheiros com a História do Brasil. Assim, talvez tenha a chance de conhecer este cidadão chamado Humberto Gessinger.
Claro que não vou falar qual o possível tema do TCC, pois vai que alguém queira copiar essa idéia de “gênio” e acabe frustrando novamente minha tentativa?
É um plano um tanto demorado, pois o TCC seria feito daqui uns cinco anos. Mas, quem sabe, né?

Enquanto isso, a vida passa...

____
Por Marco Vicente Dotto Köhler, um fã declarado, sim, e com personalidade.

Ps.: Humberto Gessinger, se acaso ler este relato e por ventura quiser entrar em contato, meu e-mail mudou para chemarcolino@yahoo.com.br.

“se isso não der samba, pelo menos dá um abraço”

20 comentários:

Mau Haas disse...

bah home, tu é o cara mesmo! muito massa o texto e todas as tuas tentativas foram geniais. Só o Humbertão mesmo. Quem sabe, se tu fosse gremista ele te respondia.

Ow, mas a de ser Rodie foi a melhor! muito boa!

Bicho, tu tem que continuar tentando. Home, se um dia eu tiver a chance, te levo junto. Falo?

Abraço caboco!

Maria Clara disse...

“Felicidade é boa saúde e má memória. ” (Ingrid Bergman)

rs

obrigada pela espiadela no meu blog

beijos, clara

JAMINE BRUNO disse...

gente, viajei na estória do H. G....Sempre fui fa da banda,mas nao cheguei a um terço do que vc pensou e ousou fazer hehe..

Elton555 disse...

Bicho, o mundo da música perdeu um rodie medíocre, mas o mundo das leis receberá um grande advogado.
Cada um na sua marcolino... deixa pra conhecer o Humbertão quando ele for novamente processado pelo Links - hehe - daí tu se propõe a defender a causa dele e quem sabe ele escreve um música para ti.
Abração

Jailson M.F. disse...

É, às vezes, imerso sem querer nesse universo de espaço-tempo, eu penso meu amigo, com desolação comedida, que talvez nossa sina seja mesmo não ser nada. Nada não, mas uma massa amorfa a que dão o nome de gente. Bem, é importante que você ouça a música do Raul, "o que que você vai ser quando você crescer/Uma pessoa importante/Um cara muito brilhante/Quando você crescer...Não adianta perguntas não valem nada/É sempre a mesma jogada/Uma esposa...

Vlw

Abraços

Jéssica Rose disse...

quanto ódia tu sentiria de mim se eu te contar que exatamente HOJE dia 29 de fevereiro de 2008, as 18:04 eu encontrei com ele na rua?! Sim, eu esperando pra atravessar e ele passando. Mas só sorri envergonhada. nada de assédio no rapaz! =]

Paula Fernanda disse...

Qual o e-mail dele?!
;D

Dagowberto disse...

É porque você torce pro Inter! hehehehehe. Tá na cara né Jão! Mas aqui. Gostei do post. Interessante. Outra: Silva Jardim 433 não é o endereço dele não?

Grande abraço!
Dagowberto

Anônimo disse...

realmente, se tu fosse gremista já seria produtor ou segurança dele.. Quero fazer um pouco de invejinha. Se tu tivesse ido no show do pouca vogal em carazinho tu tinha conseguido conhecer ele, assim como eu. Tenta ir nos do pouca vogal agora.. é bem mais fácil para tentar entrar.. principalmente se tu morar perto de igrejinha que ele vai ta la pra feira de livros, ai tu pode ate sentar no colo dele!

Marco Vicente Dotto Köhler disse...

O Anonimo, gostei da idéia de ir nos shows do poucavogal, mas dispenso a idéia de sentar no colo dele. Um aperto de mão já estaria de bom tamanho hehe...

Marco.

Anônimo disse...

se é burrinho hem!! hoje já não funciona mais, mas ná época do seu post, o sistema telelistas dava o numero do telefone da pessoa atraves do nome, alias eu só por curiosidade na época procurei por Gessinger o sobre nome, já que humberto é comum, encontrei 4 residencias no nome de Humberto Gessinger, uma em poá, ou em porto alegre, uma chacará nem lembro onde e um outro tel,,, não liguei pq nao tenho a minima vontade de falar com ele! ele é arrogante e prepotente!

Marco Vicente Dotto Köhler disse...

realmente, nem me passou pela cabeça procurar de novo depois da existencia do sistema telelistas na internet hehe...
valeu pela dica! :D

Anônimo disse...

necessario verificar:)

Gil Sobrinho disse...

Tenho um amigo fã de Engenheiros e que tinha essa "missão", assim como você, de conhecer Humberto. Uma amiga do Rio, à época, morava em Cuiabá e promoveu o encontro. Foi em 2005, durante a turnê do Acústico MTV. Ela é amiga do Bernardo, então baixista, e ele nos colocou no camarim. Humberto não foi lá muito simpático com a gente, abrindo um sorriso, apenas, enquanto falava com esse nosso amigo, que É SÓSIA DELE. Barba, cabelo, estatuta e CAMISA DO GRÊMIO. No dia o Grêmio havia perdido para o Fluminense e eles ficaram falando sobre o jogo. Para os demais restou uma foto, no final do encontro, que foi "perdida" por que um carinha mexeu no zoom da máquina e a deixou uma porcaria! Sinceramente, depois do encontro, prefiria não ter ido. Ouça as músicas que já tá de bom tamanho!

lilian amorim disse...

nossa sou muito fã de engenheiros,tenho muita vontade de ir no show e de conhecer humberto... isso é um sonho

chicodotto disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
chicodotto disse...

Ei!, o óculos de pinos do chumbo, aquilo foi para nós como um guri de hoje ver um holograma...

O dia que tua poesia sair da gaveta do Humberto e virar música a gente volta ao assunto!

Nichollas Planeta Aranha disse...

teu email ainda eh esse? entra em contato comigo por favor... romualdojunior@yahoo.com.br coloca como assunto HUMBERTO GESSINGER

samuel disse...

e o aeroporto ja tentou? conheci ele no aeroporto de fortaleza!

Anonimo disse...

Bom, tudo isso faz praticamente dez anos. Espero que você tenha conseguido, mas eu consegui e te garanto que não vale a pena. O que o Humberto tem de genial, também tem de arrogante. Ele olha os fãs como inferiores, tipo "eu sou o gênio, você é só mais um que me acha um gênio, qual a genialidade disso?" ou algo assim. Renato Russo que era muito melhor que o Humberto (talvez o único melhor nesse país), apesar dos defeitos, era um cara extremamente sensível e educado com os fãs. Esse sim, eu faria qualquer coisa pra conhecer, mas infelizmente...