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21.11.12

Acabou


As harmonias e melodias
Já foram todas compostas.
Os vãos de versos
De todos os tempos
Já foram preenchidos.

Heróis e ídolos todos
Foram deixados para trás.
Todas as belezas já foram apagadas.

Até a claridade perdeu
A beleza de clarear.
Não mais trás a luz,
Mostra as trevas
Das sombras, agora reveladas.

Não há mais o que ser feito,
Nem sombras onde se esconder.

Ande sob o sol.
Ande em círculos
Na busca pelo oásis,
Da sua miragem distorcida.

Beba sua água de areia,
Contemple tudo o que há!
Não há nada mais a ser feito.

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Por Marco Vicente Dotto Köhler, dois mil e...

13.4.08

Pela janela

Nem olho mais pela janela.
Sei que vou encontrar
O mórbido vazio da madrugada.

O vento silencioso rondando a solidão
De quem não tem nada além de versos a oferecer.

Pessoas apressadas, sem saber pra onde ir,
Derretendo ao sol, escorrendo pelo chão,
Com a chuva que apagou o sol.

Depois de verdades e mentiras,
Entendo e aceito ser eu que não tem pra onde ir.

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Por Marco Vicente Dotto Köhler, março de 2003