Pesquise

25.4.07

Solução? Sarcasmo? Premonição? Um dia saberemos(?)

A solução para o aquecimento global e para a escassez energética no planeta Terra é simples. Haverá quem diga que é trabalhosa. Mas, ainda assim, simples: Os EUA, juntamente com a União Européia - traduz-se por OTAN - (quem sabe, por ser em prol da salvação do Planeta, China e Japão não resolveriam participar?) poderiam invadir militarmente o Brasil, matar todos que aqui vivem e então utilizar o território todo para plantar cana, mamona, milho, girassol, e demais fontes de biocombustível (renováveis). Pronto! Problemas resolvidos
A longo prazo - bem longo - haveria o equilíbrio climático e o mundo seria, enfim, novamente um Planeta límpido e desaquecido, pronto para ser explorado até a exaustão.
Dos fósseis dos que habitavam antes da invasão poderiam ser extraídos combustíveis fósseis, quem sabe até petróleo.
Então somos nós, os brasileiros, os responsáveis pela solução do aquecimento global. Basta sugerirmos que invadam nosso país (antes que eles o façam sem convite) e nos matem a todos, pois não queremos nada em troca, apenas queremos deixar esse mundo estando de consciência tranqüila, sabendo que salvamos a Terra de se acabar em chamas. E tudo voluntariamente, sem que ninguém nos obrigue, para que sejamos lembrados como um povo bom e pacífico, que salvou a Terra da destruição, permitindo o reinício do ciclo de uma nova degradação.
_____
Por Marco Vicente Dotto Köhler.

19.4.07

ah!... se fosse mesmo assim.

Não, não sabemos nada.
Eu apenas queria que você soubesse.
Só sei disso: desconfio do que sinto.
Duvido de que sentes.

Quem dera nos amássemos.
Não há perfeição, apenas na ilusão.
Então, nao seria melhor assim:
iludir-me que nos amamos?

Se fosse mesmo assim...

13.4.07

é. seria. ou nada.

Tenho vontade de chorar.
Suspenso e mergulhado nesse denso (m)ar de palavras.
Escolho-as. Escolhem-me.
Teus lábios. Melancolia. Ou nada.

Onde está o que perdi?
Nunca tive.
Imã sem lógica. Teu rosto. Teu ser.
Não posso. Me afasto.
Ilha de mim. Aah! Não me ouço.

Teus olhos. Meu olhar, sem fim... em você.
Não aceito. Nego.
Quero. Não quero. Não, quero. Não posso.

Passo adiante. Atraso.
Vale mais a pena a pena das palavras:
Sem peso. Sem riscos. Sem culpa. Sem pena. Sem dor.
Fim em si. Natimorta realidade.

Vida às cogitações. Impossíveis.
Impassível, eu. Não.
Você: centro, gravitação.
Sorri. Estremeço. É forte.
Quero. Não posso. Nego.
Não quero querer. Desejo.
Não entendo.

Chuva. Sol. Noite. Céu. Nós.
Só eu. Eu, só. Ilha de mim.
Você não sabe.
Sinto. Sentimos, no olhar. Sabemos, sim.
Negamos. Desejos.
Ainda não é chegada a hora.
Adeus!

Epílogo.
É muito tempo.
Tempo, não temos.
Hoje, já passou.
Amanhã, não sabemos.

Palavras. Só palavras. Só.
Só, não. Somos. Seríamos.
Agora, adeus.
E até logo mais.

28.3.07

... e não sou piegas!

O que posso dizer dessa mediocridade,
dessa hipocrisia, dessa busca pelo "poder"?
Rir. Só me resta rir. Pobres coitados!
Quero conhecer, viajar, saber, sentir, amar.
E não sou piegas!
_____
Por Marco Vicente Dotto Köhler.

22.3.07

O traidor

O ônibus estava no meio do caminho, no trajeto de aproximadamente 50 km, que percorria diariamente.
Estava lotado, mas sem ninguém em pé. Naquele horário era normal que estivesse lotado, pois era o horário que os estudantes voltavam da faculdade na cidade vizinha. Nesse dia, não fora diferente.
Um casal, sentado na parte mais à frente, poltronas 7 e 8, mais ou menos, estava a conversar, normalmente. Normalmente para um casal apaixonado, pois estavam sempre trocando beijinhos, afagos e olhares que só se vê em casais apaixonados.
De repente, a namorada, uma moça, já com seus vinte e tantos anos, afasta-se de seu namorado, quase se encostando na janela, e pergunta, entre a incredulidade e a indignação:
- como é que é?! Esteve com ela essa noite de novo?
- mas foi só para dormir – tentou explicar ele.
- “só para dormir”? Quanto cinismo! Que cara-de-pau você, hein! Seu canalha! Cafajeste!
- amorzinho, já disse, gosto dela, mas só para dormir, não tenho mais nada com ela.
- não acredito que você fez isso e ainda tem a coragem... coragem, não! Safadeza, de me contar. E ainda se desculpa, dizendo que é “só para dormir”! que “não tem nada com ela”! I-NA-CRE-DI-TÁ-VEL!! – já entre dentes, tremendo de raiva.
- mas, meu bem – tentou ele novamente – o que é que tem demais nisso? Gosto de passar uma noitezinha com ela de vez em quando. É bom.
- inacreditável, mesmo! Vou esganar você! Torcer teu pescoço! O que é que você estava pensando, hein?!
- mas...
- chega de “mas”! “mas isso”, “mas aquilo”! Credo! Você deveria se envergonhar de dormir com ela. Com E-LA! Ainda se fosse outra... hah! Mas não, tinha que ser justamente ela, aquela maldita camiseta daquela banda que não suporto! Nem o nome quero dizer! Uich! Que ódio!
- amor, não fica assim.
- não me venha com mais desculpas, já te falei sobre isso. Você sabe muito bem que...

As luzes do corredor forma acesas. Era o meu ponto. Desci. Fiquei curioso para saber qual banda pode ser assim tão odiada...
_______
Por Marco Vicente Dotto Köhler