Pesquise

16.4.10

verdades....

A chuva são gotas suicidas.
E a vida, corações despedaçados!







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Por Marco Vicente Dotto Köhler, abril 2010

5.4.10

Sem Norte...

Não entendo por que você me belisca e foge.
Por que você me chama, depois corre!
Não me deixa partir
E não me permite ficar!

Você me escreve. Respondo. Você desaparece!
Eu me escondo e você me encontra.
Dos desencontros restam a prosa e os versos!
Versos meus que são seus. E não serão nossos.

Não guardo mágoas nem rancor.
Guardo de você lembranças do que poderíamos ter sido.
Não sei mais o que dizer para você.
Talvez que nada mudou, que continuaremos cada um pelo seu caminho,
Carregando os pedaços do que sobrou de nós!

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Por Marco Vicente Dotto Köhler, em 2000 e...

1.4.10

Navajo

Poesia triste bonita.
Poesia vazia.

Poesia é sofrimento.
Poesia é dor.
Talvez também seja amor.

Poesia são lágrimas.
É solidão ao extremo.
É ter os versos e mais ninguém.

Poesia é silêncio.
Poesia é devaneio
Na frieza da escuridão.

Aconchego mórbido
Para o que não mais tem solução.
E sei também, agora,
A poesia conter lobos,
Como avisou o lagarto rei.
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por Marco Vicente Dotto Köhler, em algum dia, em algum lugar...

22.3.10

Diálogos...

- Eu te perdoo.
- Me perdoa?
- É, desde que você também me perdoe.
- Perdoar!? Mas, pelo quê?
- Ah!, é preciso perdoar.
- Marco, você está doido?
- Te perdoo por isso também...
- Ahn... tá, então estamos perdoados?
- É, acho que sim.



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Por Marco Vicente Dotto Köhler, 2010

Namoros

Quero seguir, você quer ficar
Você foi por aqui, eu, por lá.
Quero partir, você não quer aceitar.
O tempo um dia dirá quem terá acertado

Escrevo no escuro, sem poder enxergar
Escrevo no escuro, para poder continuar
Me sento no escuro para poder pensar
Penso na escuridão, para poder me acalmar.

A tempestade interrompe a escuridão no horizonte.
Mais um segundo e a noite reaparece
Para o dia poder amanhecer.

A noite, laranja, imita o dia.
Na sombra o dia namora a noite.

A sujeira namora o brilho da limpeza
E a limpeza espera a sujeira
Para poder se valorizar
O que não faz sentido namora a lógica
Para se fazer entender!

O fogo namora a fumaça
E a fumaça espera o fogo, para poder existir
A noite namora o amanhecer
O alvorecer traz o dia
Que se arrasta para poder anoitecer

Tenho escrito a esmo
Do mesmo jeito que tenho vivido:
Sem saber por onde começar
Nem para onde ir!


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Por Marco Vicente Dotto Köhler, algum dia de 2010