O que eu não daria pelo seu rosto ?
Não daria nada menos que tudo;
Nada menos frio que a face da lua;
Nada menos quente que uma estrala ainda existente.
O que ofereceria ao seu beijo,
Além de meus lábios?
Ao seu abraço, meu corpo?
E ao seu amor, minha alma?
Mas não darei meu coração,
Por ser impossível lhe dar
O que já é seu.
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Por Marco Vicente Dotto Köhler
RAZÃO DE SER: Escrevo. E pronto. Escrevo porque preciso, preciso porque estou tonto. Ninguém tem nada com isso. Escrevo porque amanhece, E as estrelas lá no céu Lembram letras no papel, Quando o poema me anoitece. A aranha tece teias. O peixe beija e morde o que vê. Eu escrevo apenas. Tem que ter por quê? (Paulo Leminski)
Pesquise
9.9.07
3.9.07
Horizonte
Constatou, inerte, mergulhado em si, que tudo que lhe restou foi o reflexo, nas lágrimas, do mar de luzes que se estendia à sua frente, infinito, até o horizonte indefinido do seu sentimento, de sua dor, que agora o anestesiava. Esperançoso, desejava que esta anestesia fosse para sempre.
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Por Marco Vicente Dotto Köhler
24.8.07
no final da rua...
Ele guardou o telefone no bolso, fechou os olhos e foi para o meio da rua escura. Esperava de bom grado qualquer coisa que viesse: um carro, um assaltante, um buraco.
Deixou que suas pernas o levassem, sem questioná-las sobre o destino. Apenas caminhou, sem ver, sem saber, sem sentir, anestesiado pelo que ouvira segundos antes, ao telefone, e sabia que fora a última vez que ouviria a voz da moça a quem entregara o seu coração, que foi por ela devolvido.
Mas isso agora não mais importava. Queria apenas sair daquele lugar, que era ele mesmo. Queria sair de si, para parar logo de sentir aquela dor.
Mas isso agora não mais importava. Queria apenas sair daquele lugar, que era ele mesmo. Queria sair de si, para parar logo de sentir aquela dor.
Por outro lado, queria ficar exatamente onde estava, com toda a dor, pois era agora a dor o elo com a moça. E ele não queria esquecê-la, porque a esperança é uma desgraça.
Muitos pensamentos lhe vinham à mente, mas apenas um rosto, o rosto da moça, e sua voz, doce, suave, linda e inesquecível, que dizia “adeus”.
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Por Marco Vicente Dotto Köhler
19.8.07
coisas... são assim.
Estou com saudade de gostar de você,
Estou precisando gostar de você
O que sei sobre o que preciso?
Quem sabe o que alguém precisa?
Quem é você afinal?
Onde está você?
Onde você existe?
Em meus pensamentos
Você parecia ser tão real!
Você lembra de mim?
De algo que eu lhe disse?
Você pode ao menos me dizer
Se eu existo?
Tantas coisas, tantos vazios,
Tantas estações...
Você desceu e eu não vi?
Tantos dias, tantas solidões...
Tantos sonhos, tantas lágrimas em vão,
Que se vão...
Mas deixam as marcas na erosão do tempo
Corrosivo, curativo, corroído.
Feridas curadas.
Cicatrizes que não nos esquecerão...
O tempo que ganhamos, O tempo que ficou...
As noites perdidas, Os dias que virão.
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Por Marco Vicente Dotto Köhler
Estou precisando gostar de você
O que sei sobre o que preciso?
Quem sabe o que alguém precisa?
Quem é você afinal?
Onde está você?
Onde você existe?
Em meus pensamentos
Você parecia ser tão real!
Você lembra de mim?
De algo que eu lhe disse?
Você pode ao menos me dizer
Se eu existo?
Tantas coisas, tantos vazios,
Tantas estações...
Você desceu e eu não vi?
Tantos dias, tantas solidões...
Tantos sonhos, tantas lágrimas em vão,
Que se vão...
Mas deixam as marcas na erosão do tempo
Corrosivo, curativo, corroído.
Feridas curadas.
Cicatrizes que não nos esquecerão...
O tempo que ganhamos, O tempo que ficou...
As noites perdidas, Os dias que virão.
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Por Marco Vicente Dotto Köhler
6.7.07
Há corações no papel higiênico
Por favor, minha amiga,
Não derrame tuas lágrimas por mim.
Eu já chorei por nós dois,
E obrigado pelo teu abraço.
Eu estava cansado,
Mas não estou triste (mentira)
Já não tenho mais forças,
Quero dormir por uns dois séculos.
Tirar o cérebro da tomada por um tempo.
Sair deste planeta, de mansinho,
Pela porta dos fundos,
Sem que ninguém perceba.
Sinto saudade dos meus lunáticos amigos de marte,
Mas continuo aqui, caminhando na lama, nessa Terra de ilusões.
Mas é certo que um dia eu saio desse planeta, de mansinho,
Pela porta dos fundos, sem ninguém perceber.
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Por Marco Vicente Dotto Köhler, em 31/05/2005.
Não derrame tuas lágrimas por mim.
Eu já chorei por nós dois,
E obrigado pelo teu abraço.
Eu estava cansado,
Mas não estou triste (mentira)
Já não tenho mais forças,
Quero dormir por uns dois séculos.
Tirar o cérebro da tomada por um tempo.
Sair deste planeta, de mansinho,
Pela porta dos fundos,
Sem que ninguém perceba.
Sinto saudade dos meus lunáticos amigos de marte,
Mas continuo aqui, caminhando na lama, nessa Terra de ilusões.
Mas é certo que um dia eu saio desse planeta, de mansinho,
Pela porta dos fundos, sem ninguém perceber.
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Por Marco Vicente Dotto Köhler, em 31/05/2005.
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